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A Importância da Resistência Simbólica

“Quem estará nas trincheiras ao teu lado?” “E isso importa?” “Mais do que a própria guerra.” Ernest Hemingway

Há dois anos, o Brasil vive uma conjuntura de tomada de poder que se iniciou por meio do golpe e se amplia com a retirada de direitos que se seguiu ao impeachment da Presidenta eleita Dilma. O ponto atual do golpe engendrado pelas elites financeira, ruralista e midiática culminou com a prisão do Presidente Lula.

 

A militância de esquerda passou a se mobilizar nas ruas e nas redes, se dispôs ainda mais e há um mês vivenciamos atos e protestos acontecendo semanalmente nos espaços públicos – e privados – em todo o país. Toda essa resistência é fundamental para que o povo perceba quem está e sempre esteve ao seu lado. E esse não é, nem nunca foi, o lado dos que nunca aceitaram o aumento do poder de compra da classe trabalhadora e que, apesar de terem aumentado ano após ano seu próprio lucro, ainda pretendem subjugar cada vez mais os trabalhadores na constante retirada de direitos a que assistimos perplexos, mas contra a qual lutamos de cabeça erguida. Esses que não querem que os trabalhadores não tenham nem horário para almoço têm os mesmos interesses da mídia golpista e do capital financeiro.

 

Mas nossa resistência é implacável, conseguimos a cada dia alcançar mais corações e mentes, denunciando o projeto asqueroso do golpista Temer, dos reais interesses de Eduardo Cunha, Aécio Neves, Zezé Perella e o resto da corja que quer, tão obviamente, “estancar a sangria”. Hoje, o Presidente Lula está preso, porque o Judiciário se tornou o mais importante aliado desses que não têm força política e social para ganhar as eleições pelo voto. No entanto, as pesquisas já mostram o tamanho do problema que eles mesmos criaram, por acreditarem que prendendo o maior líder político da América Latina o tirariam do páreo.

 

É importante perceber que a maior parte da população está convicta de que Lula deve ser candidato e que sua condenação é injusta e tem fortíssima motivação política. Aos olhos do povo, Lula é um preso político.

 

Somos milhões de Lula, disse nosso presidente, somos uma ideia que não está presa. Ele caminha, fala e pensa através de nossos corpos que, ao contrário de seu próprio, estão livres. É fundamental nos lembrarmos o tempo todo de que somos maioria. Sabemos que ainda há muitos corações e muitas mentes pra alcançar, mas precisamos ter a certeza de que estamos do lado certo da história.

 

Nesse sentido, as resistências artísticas também são fundamentais para avançar ainda mais. Essas não são menos importantes que os tradicionais atos de rua; todas as expressões artísticas que denunciam o golpe, a retirada de direitos e o desmonte do Estado brasileiro também são essenciais. Pensemos nas charges criadas por gênios dessa arte, que nos fazem sentir um aperto no coração, mas que nos ampliam as forças pra lutar.

 

É importante que todas e todos os artistas não deixem de mencionar a nossa incessante luta contra o golpe e pela liberdade de Lula em suas apresentações e em seus espetáculos; que cartunistas continuem criando charges que nos emocionem; que grafiteiros celebrem nossa luta nos muros das cidades; que todos os artistas continuem eternizando esta luta, que é de todos nós, em quaisquer manifestações artísticas.

 

Toda forma de luta vale a pena. Pensem em quantos cidadãos e cidadãs indignadas escrevem cartas para o Presidente Lula com tristeza, mas com a convicção renovada de que iremos vencer.

 

Lula, enquanto Presidente, criou um programa revolucionário chamado “Pontos de Cultura” e agora, a Secretaria Nacional de Cultura do PT acaba de lançar a campanha “Seja um Ponto de Cultura #LulaLivre”.

 

Os Pontos de Cultura são o reconhecimento do Estado de locais produtores de cultura e a ideia agora é ampliar esses locais, transformando-os em pontos de referência para debates e manifestações artísticas e culturais por Lula livre. A Secretaria sugere que, usando a hashtag #PontodeCulturaLulaLivre, os Pontos de Cultura e suas ações fiquem registrados e sejam compartilhados nas redes sociais.

 

Esse, mais do que nunca, é o momento de união de todas e todos aquelas e aqueles que lutaram e ainda lutam por um país diferente, e o momento de não nos esquecermos que a burguesia também tem lado, e que não é o lado do trabalhador.

 

Meus parabéns aos lutadores, não tem sido nada fácil, mas dias melhores virão. #LulaLivre


Jorge Mairink – Coordenador do Setorial de Cultura do PT de Minas

Mariana Castro – Membro do Coletivo de Cultura do PT de Minas